Plataformas de ecommerce: 8 comparadas, com preços de 2026
Plataformas de ecommerce são os sistemas em que a loja virtual é montada e hospedada: Nuvemshop, Loja Integrada, Tray, Bagy, Wix, Shopify, WooCommerce e a Sitey. A escolha certa em 2026 depende de três contas: quanto custa por mês, quanto fica em cada venda e quanto trabalho dá para manter. Abaixo, os preços de cada uma, tirados das páginas oficiais em outubro de 2026, e onde cada uma é melhor.
- O que é plataforma de e-commerce, o que é marketplace e por que a Shopee não entra na lista.
- As oito plataformas comparadas, com mensalidade, taxa por venda e limite de produtos.
- Quanto custa de verdade, para quem é cada uma e como escolher.
O que é uma plataforma de e-commerce?
É o sistema que faz a loja funcionar: a vitrine com os produtos, a página de cada um, o carrinho ou o botão de pedido, o pagamento, o cálculo do frete e o painel onde o lojista cadastra o que vende e acompanha os pedidos. Há dois jeitos de ter isso. Nas plataformas hospedadas (Nuvemshop, Loja Integrada, Tray, Bagy, Wix, Shopify, Sitey) tudo vem pronto e a mensalidade inclui a hospedagem. No software instalado (WooCommerce, dentro do WordPress) o programa é gratuito, mas você contrata a hospedagem, instala, atualiza e responde pela segurança.
O que a plataforma não é: o marketplace. No marketplace (Mercado Livre, Shopee, Amazon, Magalu) você vende dentro da loja de outra empresa, paga comissão por venda e o cliente é da plataforma. Na sua loja, o endereço, o cliente e a base de contatos são seus. Muita loja usa os dois: o marketplace para ser encontrada por quem não a conhece e a loja própria para o cliente que volta.
A Shopee é um e-commerce?
É um marketplace, que é um tipo de e-commerce: uma loja de várias lojas, em que a Shopee cuida da vitrine, do pagamento e da entrega e cobra comissão de quem vende lá dentro. O que a Shopee não é: uma plataforma para você montar a sua loja com o seu endereço. Vale o mesmo para Mercado Livre, Amazon e Magalu. Quem procura "plataforma de e-commerce" quer o outro lado: o sistema da loja própria.
Quais são os 7 tipos de e-commerce?
A divisão mais usada é por quem vende para quem:
- B2C (empresa para consumidor): a loja virtual comum.
- B2B (empresa para empresa): atacado, distribuidor, fornecedor.
- C2C (consumidor para consumidor): classificados e marketplaces de usados.
- C2B (consumidor para empresa): plataformas de freelancers e de conteúdo.
- B2G (empresa para governo): licitações e compras públicas eletrônicas.
- D2C (direto ao consumidor): a marca ou a fábrica vendendo sem intermediário.
- Social commerce: a venda dentro das redes sociais e do WhatsApp.
As plataformas desta comparação servem ao B2C e ao D2C de pequeno e médio porte, que é o caso de quase todo mundo que começa.
Quais são as principais plataformas de e-commerce e quanto custam?
Os valores abaixo são os publicados nas páginas de planos de cada plataforma em 5 de outubro de 2026, no plano mais barato que tem loja. Preço de lançamento, desconto do primeiro ano e cobrança anual estão marcados; confira a página linkada antes de contratar, porque muda.
| Plataforma | Plano de entrada | Taxa da plataforma por venda | Produtos | Fonte |
|---|---|---|---|---|
| Sitey (loja-vitrine) | R$ 29,90 por mês no anual, ou R$ 39,90 mês a mês; criar é grátis | nenhuma: o pedido vai para o WhatsApp | 30 ativos inclusos | guia de loja virtual |
| Sitey (Hospedagem Loja) | R$ 74,90 por mês no anual, ou R$ 99,90 mês a mês | 1% por venda aprovada, mais a tarifa do meio de pagamento | 30 ativos inclusos | guia de loja virtual |
| Nuvemshop | plano Começo grátis; Essencial R$ 69 por mês (R$ 59 no anual) | no Começo, 0% de comissão e 4,69% de processamento no Nuvem Pago; no Essencial, 2% de comissão com outro meio de pagamento | ilimitados | planos da Nuvemshop |
| Loja Integrada | plano Grátis (50 produtos, 5.000 visitas); Crescimento R$ 46 por mês na cobrança trimestral | não informada na página de planos | 50 no grátis, 250 no Crescimento | planos da Loja Integrada |
| Tray | Lançamento R$ 39 por mês no anual (de R$ 59), ou R$ 59 mês a mês (de R$ 99) | a página remete a "qual a taxa por venda?"; conferir no contrato | ilimitados | planos da Tray |
| Bagy | Impulso R$ 49 por mês nos 12 primeiros meses, depois R$ 99 (R$ 19 por mês no anual do primeiro ano) | não informada na página de planos | ilimitados | planos da Bagy |
| Wix | Essencial R$ 32 por mês (e-commerce básico); Completo R$ 44; o Inicial de R$ 15 não tem loja | não informada na página de planos | não informado na página de planos | planos premium do Wix |
| Shopify | Basic US$ 14 por mês no pagamento anual (em dólar); promoção de US$ 1 por mês nos 3 primeiros meses | não informada na página de preços | não informado na página de preços | preços da Shopify |
| WooCommerce | programa gratuito; a hospedagem é contratada à parte (a página cita de US$ 25 a US$ 350 por mês para a maioria das lojas) | 0% de participação na receita | ilimitados | preços do WooCommerce |
Onde está "não informada na página de planos", a plataforma não publica o número ali, e nós não inventamos: pergunte antes de assinar. A tarifa do meio de pagamento (Pix, cartão, boleto) existe em todas e fica fora desta tabela, porque depende do processador e do número de parcelas.
Quanto custa uma plataforma de e-commerce?
A mensalidade é só a primeira de quatro parcelas. A conta completa de uma loja tem:
- A mensalidade do plano, da tabela acima. Repare no que é preço de entrada (Tray, Bagy e Shopify mostram desconto de lançamento ou de primeiro ano) e no que é cobrança anual ou trimestral.
- A taxa da plataforma por venda, quando existe. A Nuvemshop publica a dela por plano; a Sitey cobra 1% só na Hospedagem Loja, em que o pagamento acontece no site; na loja-vitrine, com pedido pelo WhatsApp, não há taxa.
- A tarifa do meio de pagamento, em toda plataforma que recebe no site: um percentual por transação, que varia com o processador, o cartão e as parcelas.
- Os extras: tema pago, aplicativos, extensões (no WooCommerce, a página fala em US$ 29 a US$ 299 por ano por extensão), domínio e, no software instalado, a hospedagem e quem cuida dela.
Uma loja que vende R$ 5 mil por mês paga valores muito diferentes conforme o canal: na loja-vitrine da Sitey, só a mensalidade; numa plataforma com taxa de 2% mais a tarifa do pagamento, a mensalidade mais uns R$ 100 em taxa, mais a tarifa; num marketplace, a comissão, que costuma ser de dois dígitos. Faça a conta com o seu faturamento, não com o da propaganda, e refaça a cada degrau: a plataforma mais barata aos R$ 5 mil nem sempre é a mais barata aos R$ 50 mil. O guia de loja virtual tem a calculadora de preço de venda, que mostra quanto sobra em cada caso.
Para quem é cada plataforma?
Preço parecido não quer dizer produto parecido. O que muda é o tamanho de operação para o qual cada uma foi feita.
Sitey. Para quem está começando ou tem catálogo pequeno e combina a entrega com o cliente. A loja mora no mesmo site institucional, com 30 produtos ativos inclusos, página por produto, busca e categorias, e dois caminhos de pedido: a conversa no WhatsApp (sem taxa) ou o pagamento no site (Pix, cartão e boleto, com 1% por venda). O que ela não faz: calcular frete por CEP, emitir etiqueta de transportadora, integrar com marketplaces e emitir nota fiscal. Se a sua operação precisa disso, as plataformas abaixo fazem melhor.
Nuvemshop. A mais usada entre as hospedadas no Brasil para quem quer crescer com meio de pagamento próprio (Nuvem Pago), envio integrado e aplicativos. O plano grátis não cobra comissão e serve para testar; a partir do Essencial, entram mais layouts e opções de pagamento. É um passo acima da Sitey em operação e em custo.
Loja Integrada. Começa grátis com 50 produtos e 5.000 visitas por mês, e os planos pagos sobem por faixa de produtos e visitas. Boa para quem quer testar sem mensalidade e tem catálogo pequeno; o limite de visitas é o que faz subir de plano.
Tray. Pensada para quem vende também em marketplaces: os planos são medidos pelo faturamento mensal recomendado (até R$ 20 mil no Lançamento, até R$ 75 mil no Crescimento) e pelo número de marketplaces ligados ao mesmo tempo. Para loja de bairro é mais do que precisa; para quem já vende no Mercado Livre e na Shopee, resolve a integração.
Bagy. Produtos, visitas e usuários ilimitados desde o primeiro plano, com pagamento e envio próprios. O preço de entrada é promocional (R$ 49 nos 12 primeiros meses, depois R$ 99): faça a conta com o valor cheio.
Wix. Um criador de sites com loja acoplada: bom para quem quer um site bonito com alguns produtos e já conhece o editor. O e-commerce começa no plano Essencial; o Inicial, mais barato, não vende.
Shopify. A plataforma global, cobrada em dólar: a mensalidade varia com o câmbio, e os aplicativos e temas da loja de apps também. Forte em checkout, integrações e venda internacional. Para loja pequena no Brasil, o custo em dólar e as taxas somadas pesam.
WooCommerce. O programa é gratuito e sem participação na receita, e é o mais flexível de todos: dá para fazer qualquer coisa, por alguém que saiba. Em troca, você contrata a hospedagem, instala, atualiza o WordPress e os plugins e responde pela segurança, ou paga quem faça. Os detalhes estão em criar loja virtual no WordPress.
Onde a Sitey é melhor, e onde não é
Como a comparação é nossa, vale dizer com clareza. A Sitey é melhor quando a loja é pequena: o custo é a menor mensalidade da tabela, criar é grátis, não há taxa no pedido pelo WhatsApp, o site institucional e a loja são a mesma coisa (uma hospedagem só, um endereço só) e trocar texto, foto e preço é clicar em cima, sem aplicativo nem tema pago. Para o salão que vende dez produtos, a loja de roupas que começa com trinta peças ou a doceria que vende por encomenda, é o que basta.
A Sitey não é a melhor quando a operação exige frete calculado por CEP, etiqueta de transportadora, nota fiscal automática, integração com marketplaces ou centenas de produtos com variações. Nesses casos, Nuvemshop, Tray e Bagy fazem o que a Sitey não faz, e o WooCommerce faz qualquer coisa que alguém programe. O caminho comum é começar na Sitey e migrar quando o volume pedir; o que fica com você nos dois lugares é o domínio próprio.
Plataforma hospedada ou software instalado?
A pergunta que vem antes da marca. Na hospedada, a mensalidade compra o serviço inteiro: servidor, atualização, segurança, suporte. Você cadastra produto e vende; se cair, é a plataforma que levanta. No instalado (WooCommerce), o programa é gratuito e a liberdade é total, mas cada peça é sua: a hospedagem, a atualização do WordPress e dos plugins, a cópia de segurança e o conserto quando um plugin quebra o outro. Para quem tem um desenvolvedor por perto e precisa de algo fora do padrão, o instalado compensa. Para quem quer vender e não cuidar de servidor, a hospedada custa menos em tempo, que é o custo que a tabela não mostra.
Como escolher a plataforma de e-commerce certa?
- Comece pelo volume de hoje, não pelo de daqui a dois anos. Até algumas dezenas de pedidos por mês, a conversa no WhatsApp dá conta; a partir daí, o pagamento no site.
- Some as quatro parcelas (mensalidade, taxa da plataforma, tarifa do pagamento, extras) com o seu faturamento, e compare o que sobra, não o preço de capa.
- Confira o que a plataforma não faz. Frete por CEP, nota fiscal, marketplace, variações. Pergunte antes de assinar, porque toda página de planos mostra o que tem, não o que falta.
- Veja o que é promocional. "De R$ 99 por R$ 49" vira R$ 99 no segundo ano; preço em dólar muda com o câmbio.
- Garanta a saída. O domínio no seu nome e a exportação dos produtos e dos clientes em arquivo aberto. Plataforma boa deixa você ir embora.
- Confira a lei. Toda loja mostra nome, CNPJ ou CPF, endereço e as despesas de entrega antes de fechar o pedido (Decreto 7.962/2013, art. 2º), e o preço anunciado obriga quem anunciou (CDC, art. 30). A plataforma precisa ter lugar para isso.
Quais são 5 exemplos de e-commerce?
Cinco tipos de loja pequena que cabem numa plataforma hospedada, e o que muda em cada uma:
- Loja de roupas: variação de tamanho e cor, foto no corpo e tabela de medidas.
- Pet shop: compra recorrente (ração, areia) e entrega no bairro.
- Suplementos: informação de rótulo e registro na página do produto.
- Decoração e artesanato: peça única ou sob encomenda, com prazo de produção escrito.
- Eletrônicos e acessórios: ficha técnica, garantia e referência clara no pedido.
O guia de loja virtual mostra cada um desses nichos funcionando num modelo da Sitey, e como criar loja virtual traz o passo a passo do cadastro ao primeiro pedido.
Perguntas frequentes
Qual é a melhor plataforma de e-commerce para iniciantes?
A que custa pouco para começar e não cobra por venda enquanto o volume é baixo. Na tabela, a loja-vitrine da Sitey, o plano grátis da Nuvemshop e o grátis da Loja Integrada são os pontos de partida; a diferença é que a Sitey junta o site da empresa e a loja no mesmo lugar.
Existe plataforma de e-commerce gratuita?
Existe o começo gratuito: Nuvemshop (plano Começo) e Loja Integrada (plano Grátis) têm plano sem mensalidade com limites; o WooCommerce é gratuito, mas a hospedagem não. Na Sitey, criar a loja é grátis e a hospedagem é paga.
Plataforma de e-commerce ou marketplace?
Os dois, com papéis diferentes: o marketplace traz quem não conhece você e cobra comissão; a loja própria atende quem volta, sem comissão, e fica com o cliente. Comece pela loja própria, que é o endereço de tudo, e use o marketplace como vitrine.
Posso trocar de plataforma depois?
Pode, e a troca é mais fácil quando o domínio está no seu nome e os produtos saem em arquivo. Comece pequeno e migre quando a operação pedir; a comparação Nuvemshop ou Sitey mostra um caso típico de quando cada uma faz sentido.
Preciso de CNPJ para abrir uma loja virtual?
Para começar a vender, não: o Decreto 7.962/2013 pede, em local de destaque no site, o nome do vendedor e o número de inscrição no CPF ou no CNPJ, além do endereço físico e eletrônico (art. 2º, I e II). Quem vende com frequência costuma formalizar como MEI, o que também abre a porta dos meios de pagamento com tarifa menor e da emissão de nota fiscal. Nenhuma plataforma da tabela exige CNPJ para criar a loja; o meio de pagamento pode exigir documento para liberar o recebimento.
Quanto custa o meio de pagamento?
Uma tarifa por transação, que varia com o processador, o cartão e o número de parcelas, em qualquer plataforma que recebe no site. A Nuvemshop publica o processamento do Nuvem Pago por plano (4,69% no Começo, por exemplo); nas outras, o valor está no contrato do meio de pagamento.
Se a sua loja ainda está no papel, comece pela que custa menos para começar: escolha um dos modelos de loja virtual, cadastre os produtos e receba o primeiro pedido no WhatsApp.