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Marketing para restaurantes: o guia de 2026, da busca ao pedido

Por Equipe Sitey · Publicado em 27 de agosto de 2026 · Atualizado em 05 de outubro de 2026 · 9 min de leitura

Marketing para restaurantes: o guia de 2026, da busca ao pedido
Marketing para restaurantes: o guia de 2026, da busca ao pedido. Imagem de capa: Equipe Sitey.

Marketing para restaurantes em 2026 é fazer três coisas bem: ser encontrado por quem procura onde comer agora (Perfil da Empresa no Google e site com cardápio, preço, horário e bairros de entrega), receber o pedido por um canal seu, sem comissão, e fazer o cliente voltar com uma base de contatos própria. Propaganda, anúncio e rede social vêm depois, apontando para isso.

O que é marketing gastronômico?

É o marketing aplicado a quem vende comida: restaurante, lanchonete, pizzaria, padaria, delivery. A diferença para outros negócios é o tempo da decisão. Quem procura onde almoçar decide em minutos, com fome, pelo celular, e quer saber três coisas: quanto custa, se entrega no meu endereço e se está aberto agora. Quem responde isso antes de a pessoa perguntar fica com o pedido.

Quais são as principais ações de marketing?

Na ordem em que dão retorno para um restaurante de bairro:

AçãoO que trazCusto
Perfil da Empresa no Google completoquem busca "restaurante perto de mim" e "pizzaria em" mais o bairrográtis
Site com cardápio escrito e preçoquem busca o prato e o bairro; destino do perfil, do Instagram e do cartão da mesaR$ 29,90 por mês na Sitey, no plano anual
Pedido pelo WhatsApp ou pelo siteo cliente que já conhece, sem comissãográtis
Base de contatos com consentimentoo cliente de volta no dia fracográtis
Rede social e anúncio localgente nova num raio curtoo valor que você definir
Aplicativo de deliveryquem ainda não conhece o restaurantecomissão por pedido

Rede social e anúncio ficam por último porque só rendem quando o resto existe para receber quem chega. Anúncio que manda para um perfil sem preço gera pergunta, não pedido.

Como aparecer no Google quando alguém busca onde comer?

Com o perfil e o site falando a mesma língua. O Google explica que os resultados locais se baseiam principalmente em relevância, distância e destaque: relevância vem de informações completas (categoria certa, horário, atributos), e o destaque leva em conta as avaliações e quantos sites apontam para a empresa. Responder às avaliações, segundo a mesma página, ajuda a se destacar. Horário de feriado atualizado evita o pior cenário: o cliente chegar e encontrar a porta fechada.

O site entra onde o perfil não chega: o cardápio escrito como texto na página, com o nome do prato e o preço, é o que casa com buscas como "feijoada em" mais o bairro, abre bem no celular e se atualiza em segundos quando o custo muda. Cardápio só em foto não tem texto para a busca ler.

Primeira tela do site de restaurante Brasa com horário de funcionamento e endereço no topo, fotos do salão e o título comida de verdade, pre
O que o cliente com pressa procura já na primeira tela: horário, endereço e fotos do salão. Modelo Brasa, da Sitey.
Cardápio escrito em texto no site do restaurante, com o nome de cada prato e o preço ao lado
Cardápio em texto, com preço: o Google lê o nome do prato e o cliente compara sem mandar mensagem.

Os modelos da Sitey para restaurante nascem com o cardápio editável clicando em cima, os bairros atendidos e o pedido abrindo no WhatsApp com o prato já escrito. O caminho completo da busca local está em como aparecer no Google.

Como fazer propaganda de restaurante que traz cliente?

Comece pelo horário vazio, não pelo prato preferido do chef. A propaganda existe para vender a terça à noite e o almoço de segunda, não a sexta que já lota.

  1. Escolha um prato e um horário, com o nome que o cliente usa ("parmegiana", "rodízio", "executivo") e o dia em que a casa está vazia.
  2. Escreva o preço e a condição. Preço escrito é o que a pessoa compara com o vizinho; "consulte" perde a comparação.
  3. Fotografe o prato de verdade, na sua mesa, com luz de janela. A foto mostra o que vai chegar à mesa.
  4. Dê um toque para agir: botão de WhatsApp com a mensagem pronta, link do cardápio ou do pedido.
  5. Repita nos mesmos termos no perfil do Google, no story, no cartaz da porta e no site. Quem vê no Instagram e confere no Google precisa achar o mesmo prato pelo mesmo preço.

Anúncio pago para restaurante funciona em raio curto, com um prato só, no horário em que a pessoa decide (antes do almoço, antes do jantar), apontando para o site com o cardápio. Comece com um valor que você aceitaria perder em duas semanas e desligue o que não gerar pedido.

Quais são 5 exemplos de propagandas criativas?

Criativo, para restaurante, é o que é específico: prato, preço, dia e um jeito simples de pedir. Cinco modelos para trocar pelos seus:

A mesma lógica (uma oferta clara, para um dia, com um botão) vale para outros negócios de bairro, como mostra propagandas de salão de beleza.

Como fazer promoção de restaurante sem perder dinheiro?

Promoção boa vende horário vazio, sobe o tíquete ou traz o cliente de volta. Promoção ruim dá desconto para quem já viria.

Toda promoção tem prazo, dia e regra escritos, porque a oferta publicada obriga (próxima seção).

Qual o markup ideal para restaurante?

Não existe um número que sirva para todos. Markup é o fator que transforma o custo do prato em preço de venda, e ele depende do que entra na conta de cada casa: o custo dos ingredientes pela ficha técnica do prato, os impostos do seu regime, a comissão do aplicativo (quando o pedido vem por ele), as despesas fixas divididas pelos pratos vendidos e a margem que você quer. Faça a conta por prato e por canal: o mesmo prato pode dar lucro no salão e prejuízo no aplicativo. Para o número do seu caso, o contador do restaurante é quem fecha.

O que a lei exige na propaganda e no cardápio?

RegraO que dizNa prática do restaurante
Código de Defesa do Consumidor, art. 30a oferta suficientemente precisa obriga quem a fezo preço e a condição anunciados valem no salão
CDC, art. 37é proibida a publicidade enganosa ou abusivaa foto não promete um prato diferente do servido
Lei 10.962/2004regula a afixação de preços, à vista e em caracteres legíveiscardápio com preço legível
Decreto 7.962/2013, art. 2ºsite de venda mostra nome, CNPJ, endereço e as despesas adicionais, como a entregapedido pelo site com CNPJ, endereço e taxa de entrega à vista
LGPD, art. 7ºtratar dado pessoal exige uma base legal, como o consentimentopedir autorização antes de mandar novidade pelo WhatsApp

Delivery: aplicativo ou canal próprio?

Os dois, com papéis diferentes. O aplicativo traz quem não conhece você e cobra comissão por isso; o canal próprio atende quem já conhece e digitou o nome do restaurante no Google ou guardou o seu WhatsApp. O erro é deixar o cliente recorrente pedindo pelo aplicativo: é pagar comissão por alguém que já era seu.

A exclusividade também tem limite. No acordo firmado com o CADE, o iFood não pode exigir exclusividade de redes com 30 restaurantes ou mais; para as marcas menores, a exclusividade não pode passar de 25% do volume da plataforma no país nem de 8% dos restaurantes ativos em cada município com mais de 500 mil habitantes, e cada contrato dura no máximo dois anos. Confira o seu contrato antes de anunciar preço diferente por canal. A lógica de plataforma contra canal próprio vale para quem vende pela internet, como mostra site de vendas: como criar o seu.

Quais são as 4 estratégias de marketing?

O modelo clássico fala em quatro frentes, os 4 Ps: produto, preço, praça e promoção. No restaurante, produto é o cardápio e a experiência; preço é o valor por prato e por canal; praça é onde o cliente encontra e pede (salão, Google, site, WhatsApp, aplicativo); promoção é a propaganda e as ofertas. Este guia percorre as quatro, com a praça digital primeiro, porque é por ela que o cliente novo chega.

Como fazer o cliente voltar e medir o que rende?

Com uma base de contatos que é sua. Quem pede pelo aplicativo é cliente do aplicativo; quem pede pelo seu site ou WhatsApp deixa nome e telefone com você. Com o consentimento, use com parcimônia: o prato do dia, a promoção do dia fraco, o aviso de feriado. Lista de transmissão, nunca grupo.

Para medir, conte por semana quantos pedidos vieram pelo bot��o do site, pelo WhatsApp direto e pelo aplicativo, e compare com a semana anterior. Se o anúncio trouxe pedido no aplicativo, você pagou duas vezes: o clique e a comissão.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor site para delivery?

O que faz o pedido chegar a você sem comissão e sem o cliente instalar nada: cardápio escrito com preço, bairros atendidos e horário, e o botão de pedido abrindo o WhatsApp com o prato já escrito.

O que substitui o iFood?

Nada substitui a vitrine do aplicativo para quem não conhece você. O que se tira dele é o cliente recorrente: com site, WhatsApp e base de contatos própria, o pedido de quem já conhece chega sem comissão.

Instagram basta para um restaurante?

Para mostrar o prato a quem já segue, sim. Para ser encontrado por quem busca onde comer agora, não: quem procura no Google encontra o perfil da empresa e os sites. Use o Instagram para alimentar e o site para converter.

Preciso de site se já tenho o perfil no Google?

O perfil é a porta; o site é onde o cliente vê o cardápio inteiro com preço, confere se você entrega no endereço dele e faz o pedido. Perfil sem site aponta para o telefone, e a pessoa com pressa liga para o próximo da lista.

Posso usar foto de banco de imagem no anúncio do prato?

Não é o recomendado: a foto mostra um prato que não é o seu, e se o servido for diferente a propaganda vira enganosa pelo artigo 37 do CDC. Fotografe o prato de verdade.

Se o seu cardápio ainda vive numa foto, comece por ele: escolha um dos modelos de site para restaurantes e delivery, escreva os pratos com preço e receba o pedido no seu WhatsApp, sem comissão.

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