Marketing para consultórios médicos: o guia completo
Marketing para consultórios médicos em 2026 é ser encontrado por quem busca a especialidade na sua cidade ou o convênio, e transformar isso em consulta marcada — dentro da Resolução CFM 2.336/2023, que permite informar valor de consulta e pagamento, mas veda promessa de resultado, sorteio e venda casada. Na prática: perfil do Google, site com especialidades, convênios, CRM e RQE, e o pedido no WhatsApp da recepção.
O que a publicidade médica pode e não pode fazer?
A referência é a Resolução CFM 2.336/2023, que reescreveu as regras da publicidade médica. Ela ampliou o que é permitido e manteve o que protege o paciente:
- Pode: divulgar especialidades (com o RQE) e áreas de atuação, equipamentos e técnicas, o valor da consulta e os meios de pagamento, descontos de campanha, imagens do consultório e da equipe, e conteúdo educativo em qualquer canal.
- Pode, com regras: imagens de antes e depois, desde que com texto explicativo, sem filtro, incluindo evoluções insatisfatórias e sem transformar o resultado em promessa.
- Não pode: prometer resultado, garantir cura, anunciar título ou especialidade que não tem registro, sorteio, prêmio, venda casada, e a autopromoção sensacionalista ("o melhor", "único", ranking).
- Sempre: nome, CRM e RQE (se anunciar especialidade) em toda peça, com o diretor técnico no caso de clínica.
Como o paciente encontra um consultório hoje?
De três jeitos, e todos passam pelo Google: pela especialidade na cidade ("dermatologista em [cidade]", "pediatra [bairro]"), pelo convênio ("cardiologista que atende [convênio]") e pelo nome, depois de uma indicação ou de um portal de agendamento. Nos três casos ele quer a mesma coisa antes de ligar: confirmar quem é, o que faz, se aceita o plano, onde fica e como marca.
Duas peças respondem a isso. O Perfil da Empresa no Google, gratuito, com a categoria certa, endereço, horário, fotos reais do consultório e o link do site — é o que aparece no mapa. E o site próprio, com uma página por especialidade e por exame escritas como texto, a lista de convênios e o CRM e RQE junto ao nome: é o que o Google indexa e o que o paciente lê antes de decidir.
O que o site do consultório precisa ter?
- Especialidades e exames separados do jeito que o paciente busca, cada um com o que é, para quem serve e como se prepara.
- Convênios aceitos à vista — é o segundo filtro do paciente, depois da especialidade.
- Nome, CRM e RQE do médico (ou dos médicos) e do diretor técnico, no lugar que a resolução exige.
- Valor da consulta e formas de pagamento, se você optar por informar — agora é permitido, e evita a ligação só para perguntar.
- Endereço, mapa, horário e estacionamento, e um botão que abre o WhatsApp da recepção com especialidade, convênio e melhor horário já escritos.
- Sem promessa, sem ranking, sem sorteio — o que derruba o anúncio no conselho derruba o site também.
Na Sitey, os modelos para médicos e clínicas nascem com essas seções — especialidades e exames, convênios, o campo de CRM e RQE em destaque e o lugar próprio para o valor da consulta, que você preenche ou deixa em branco. Criar é grátis; a hospedagem custa R$ 29,90 por mês no plano anual.
Redes sociais e anúncio: como usar sem infringir?
Nas redes, o que funciona é o conteúdo educativo da sua especialidade em linguagem de gente — sintomas que merecem consulta, como se prepara para um exame, o que muda com a idade — e o bastidor do consultório. A resolução permite; o que ela veda continua valendo em qualquer canal: promessa, sensacionalismo, título sem registro. Depoimento de paciente é permitido pela norma atual, desde que espontâneo e sem promessa de resultado, mas exige autorização e cuidado com o sigilo.
Anúncio pago funciona no Google, para a especialidade e a cidade, apontando para a página daquela especialidade — nunca para a home. Nas redes, cuidado com a segmentação: mirar pessoas por condição de saúde é tratar dado sensível (Lei 13.709/2018). Segmente por região e interesse geral, e deixe o conteúdo filtrar.
Como medir o retorno?
Pelo custo por consulta marcada, não por clique ou seguidor. Para isso, o botão do site precisa registrar de onde veio o pedido (Google, anúncio, rede, indicação) e a recepção precisa anotar quais viraram consulta. Em geral, o perfil do Google e o site trazem a maior parte das consultas novas; as redes constroem nome e retorno; o anúncio acelera uma especialidade nova. Comece pelo que é grátis e meça antes de pagar.
Perguntas frequentes
Médico pode divulgar o preço da consulta?
Pode. A Resolução CFM 2.336/2023 permite informar o valor da consulta, os meios de pagamento e descontos de campanha, desde que sem sorteio, prêmio ou venda casada. É opcional — o site pode trazer ou não.
Posso publicar antes e depois de pacientes?
Pode, com as condições da resolução: autorização do paciente, texto explicativo, sem filtro ou edição, incluindo evoluções insatisfatórias, e sem apresentar o resultado como promessa. Em estética o cuidado é dobrado.
Quais são os melhores sites para médicos?
Os portais de agendamento colocam você numa lista com dezenas de colegas e cobram por consulta ou plano. O site próprio é o que aparece quando o paciente busca o seu nome, a especialidade na cidade ou o convênio, e leva direto à recepção. O melhor arranjo é ter os dois, com o site como base.
Preciso de agência para fazer marketing médico?
Não para o básico: perfil do Google preenchido, site com especialidades e convênios, conteúdo educativo nas redes. Agência ou gestor de tráfego entram quando há verba para anúncio e uma página pronta para receber o clique — e precisam conhecer a resolução do CFM.
O consultório precisa de site se está num portal de agendamento?
Precisa, porque o paciente que viu você no portal busca o seu nome no Google para confirmar — e, sem site, essa busca cai de volta no portal ou em nada. O site é onde ele confirma CRM, convênio e endereço e marca direto com a recepção.
Se o seu consultório hoje depende do portal e da indicação, comece pelo lugar onde o paciente confirma quem você é: veja os modelos de site para médicos e clínicas — especialidades e exames, convênios, CRM e RQE em destaque e o pedido chegando no WhatsApp da recepção.