Gestor de tráfego para psicólogos: o guia completo
Gestor de tráfego para psicólogos é quem cria e administra anúncios pagos — Google e redes — para trazer quem procura terapia até o seu contato. Vale a pena quando você tem vagas na agenda, um site com abordagem, temas e CRP, e verba para dois meses de teste. E só funciona dentro do Código de Ética (Resolução CFP 010/2005, art. 20): sem preço como propaganda, promessa de resultado ou depoimento.
Quando contratar um gestor de tráfego?
Quando três coisas existem. Primeiro, vagas: anúncio traz demanda, e demanda sem horário vira paciente perdido e dinheiro gasto. Segundo, uma página que converta — o clique do anúncio precisa cair num site que diga quem você atende, como funciona a primeira sessão, se atende online, e tenha o CRP junto ao nome e um botão de contato; sem isso, o gestor manda gente para o nada. Terceiro, orçamento para ao menos dois meses de teste: o primeiro mês é aprendizado, o segundo é ajuste, e só depois a conta fecha ou não.
Antes disso, o orgânico rende mais por real: perfil da empresa no Google, site com uma página por tema atendido e conteúdo que explica em linguagem de gente. Muitos psicólogos preenchem a agenda sem anúncio; o gestor de tráfego entra quando a agenda pede escala ou quando você está começando numa cidade nova.
O que o anúncio de psicólogo pode e não pode dizer?
A referência é o Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP 010/2005), em especial o art. 20, que trata da divulgação. Pode: nome, CRP, formação, abordagem, temas atendidos, formato (presencial ou online) e contato. Não pode:
- Preço como propaganda: valor, desconto, pacote e promoção no anúncio.
- Promessa de resultado: "cure a ansiedade", "em 8 sessões", "método que funciona".
- Sensacionalismo e autopromoção: título que não tem, "melhor", "único", número de pacientes atendidos.
- Depoimento de paciente: a Nota Técnica CFP 1/2022 orienta a não usar relato de pessoa atendida na divulgação, pelo sigilo.
- Técnica não reconhecida apresentada como psicologia.
O gestor de tráfego que trabalha com psicólogos precisa conhecer isso antes de escrever o primeiro anúncio — e é a primeira pergunta a fazer a ele.
Onde anunciar: Google ou redes sociais?
Para consulta, o Google: o anúncio aparece para quem já procura — "psicólogo em [cidade]", "terapia online", "psicólogo para ansiedade" — e só responde. O clique é mais caro, mas a pessoa chega decidida a marcar. Nas redes, o anúncio interrompe quem não estava procurando; funciona para impulsionar conteúdo informativo (o que é terapia, como é a primeira sessão) para a sua cidade, e exige cuidado dobrado com a segmentação: mirar pessoas por condição de saúde é tratar dado sensível (Lei 13.709/2018) e beira a captação de quem está vulnerável.
Uma regra prática para os dois: o anúncio informa, não convence. "Psicóloga clínica, CRP, atendimento presencial em [bairro] e online — conheça a abordagem" cumpre o código e converte melhor do que qualquer promessa.
O que a página que recebe o clique precisa ter?
- O mesmo assunto do anúncio: anúncio de "terapia online" cai na página de atendimento online, não na home.
- Nome, CRP e abordagem em linguagem de gente, sem jargão — a pessoa em sofrimento precisa se sentir segura antes de dar o primeiro passo.
- Como funciona a primeira sessão, duração, frequência, presencial ou online, e o que acontece depois de mandar mensagem.
- Um caminho de contato só: botão que abre o WhatsApp com o motivo já escrito, e o aviso de sigilo.
- Sem preço, sem promessa, sem depoimento — o que derruba o anúncio no conselho derruba a página também.
Na Sitey, os modelos para psicólogos e terapeutas nascem assim: temas atendidos em blocos próprios, nome e CRP no lugar que o código exige, a primeira sessão explicada e o pedido caindo no WhatsApp. Criar é grátis; a hospedagem custa R$ 29,90 por mês no plano anual — e é a página que qualquer gestor de tráfego precisa antes de ligar o anúncio.
Quanto custa e como medir?
O gestor cobra um valor fixo por mês (ou um percentual da verba), e a verba de anúncio é à parte. Comece pequeno: uma cidade, um tema, um anúncio, uma página. A medida certa não é clique nem seguidor, e sim custo por primeira sessão marcada — para isso o botão da página precisa registrar de onde veio o contato e você precisa anotar quais viraram sessão. Em dois meses, a conta diz se continua.
E mantenha a ética também no que se mede: não peça ao gestor relatório com dados de quem entrou em contato além do necessário para a agenda. O sigilo começa antes da primeira sessão.
Perguntas frequentes
Psicólogo pode fazer anúncio pago?
Pode, desde que o anúncio seja informativo e siga o art. 20 do Código de Ética: nome, CRP, abordagem, temas, formato e contato — sem preço como propaganda, sem promessa de resultado e sem depoimento de paciente.
Posso colocar o valor da sessão no anúncio?
Não. O código veda usar o preço como forma de propaganda, e os conselhos orientam a evitar valores, descontos e pacotes na divulgação. O valor é informado a quem pergunta, no contato.
Preciso de site para fazer tráfego pago?
Precisa de uma página sua para receber o clique: perfil de rede social e plataforma de terceiros não servem, porque o Google avalia a página de destino e o conselho responsabiliza você pelo que aparece nela. Um site com uma página por tema atendido é o mínimo.
Quanto cobra um gestor de tráfego para psicólogos?
Um valor fixo mensal ou um percentual da verba, que varia por cidade e por experiência — a verba de anúncio é sempre à parte. Antes do preço, pergunte se ele conhece o art. 20 do Código de Ética e a Nota Técnica 1/2022.
Anúncio para terapia online segue as mesmas regras?
Segue. Desde a Resolução CFP 9/2024 não há mais cadastro no e-Psi para atender por meios digitais; exige-se registro ativo no CRP e capacitação. Na divulgação, valem as mesmas vedações do atendimento presencial.
Se você vai anunciar, comece pela página que recebe o clique: veja os modelos de site para psicólogos e terapeutas — temas atendidos, nome e CRP no lugar certo, a primeira sessão explicada e o contato chegando no seu WhatsApp, dentro do Código de Ética.